sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Estou cansada de viver como se já fosse uma pessoa adulta e madura. Gostaria de voltar a ser criança - uma garotinha de seis anos que caiu da bicicleta. Gostaria de fazer cara de choro e correr aos berros para a cozinha, onde minha mãe me ergueria do chão, me daria um forte abraço e beijaria meu joelho esfolado. Eu pararia de chorar e tomaria leite com chocolate para a dor passar. Essa é uma das coisas que as pessoas não nos ensinam quando falam de crescer: como lidar com as dores que não passam com um beijo.
Soul Love - À noite o céu é perfeito.

sábado, 27 de outubro de 2012

"Enquanto escrevo estas palavras, reflito sobre o Mack que sempre conheci: um sujeito bastante comum e certamente sem nada de especial, a não ser para os que o conhecem de verdade. Vai fazer 56 anos e não chama a atenção, está ligeiramente acima do peso, é meio careca, baixo e branco - uma descrição que serve para muitos homens dessas redondezas. Você provavelmente não o notaria ao seu lado enquanto ele cochila no trem que o leva à cidade para a reunião semanal de vendas. Faz a maior parte de seu trabalho num pequeno escritório em sua casa na  Wildcat Road. Vende alguma engenhoca de alta tecnologia que eu não pretendo entender: trecos eletrônicos que de algum modo fazem tudo andar mais depressa, como se a vida já não fosse rápida demais."

- A Cabana
"Mack está casado com Nan há pouco mais de 33 anos - na maior parte do tempo, eles são felizes. Diz que ela salvou sua vida e pagou um preço alto por isso. Por algum motivo que não dá pra compreender, Nan parece amá-lo agora mais do que nunca, apesar de eu ter a sensação de que ele a magoou de algum modo terrível nos primeiros anos. Acho que, assim como a maior parte das nossas feridas tem origem em nossos relacionamentos, o mesmo acontece com as curas, e sei que quem olha de fora não percebe essa bênção."
- A Cabana

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Boas Vindas

Quero dar Boas Vindas, a mais nova integrante desse blog, Ana Carolina Gasparotto *u*

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Não era primeira vez que irrompia uma discussão à mesa do café da manha na rua dos Alfeneiros número 4. O Sr. Válter Dursley fora acordado nas primeiras horas da manhã por um pio alto que vinha do quarto do seu sobrinho Harry.
 - É a terceira vez esta semana! - berrou ele à mesa - Se você não consegue controlar essa coruja, teremos que mandá-a embora!
Harry tentou explicar, mais uma vez.
 - Ela está chateada. Está acostumada a voar ao ar livre. Se ao menos pudesse solta-lá à noite...
 - Eu tenho cara de idiotas? - rosnou tio Válter, um pedaço de ovo pendurado na bigodeira. - Eu sei o que vai acontecer se você soltar essa coruja.
Ele trocou olhares assustados com sua mulher, Petúnia.
Harry tentou argumentar, mas suas palavras foram abafadas por um alto e prolongado arroto dado pelo filho do Dursley, Duda.
 - Quero mais bacon.
 - Tem mais na frigideira, fofinho - disse tia Petúnia, voltando os olhos úmidos para o filho maciço. - Precisamos alimenta-lo bem enquanto temos oportunidade... Não gosto do jeito daquela comida da escola...
 - Bobagem, Petúnia, nunca passei fome quando estive em Smeltings - disse tio Válter animado - Duda come bastante, não come, filho?
Duda, que era tão gordo que a bunda sobrava para os lados da cadeira da cozinha, sorriu e virou-se para Harry.
 - Passe a frigideira.
 - Você esqueceu a palavra magica - disse Harry irritado.
O efeito dessa simples frase no resto da família foi inacreditável. Duda ofegou e caiu da cadeira com um baque que sacudiu a cozinha inteira; a Sra. Dursley soltou um gritinho e levou a mão as mãos a boca; o Sr, Dursley levantou-se com um salto, as veias latejando nas têmporas.
 - Eu quis dizer "por favor"! - explicou Harry depressa. - Não quis dizer...
 - QUE FOI QUE JÁ LHE DISSE - trovejou o tio, borrifando saliva sobre a mesa. - COM RELAÇÃO A DIZER ESSA PALAVRA COM "M" NA NOSSA CASA?
 - Mas eu..
 - COMO SE ATREVE A AMEAÇAR DUDA! - berrou tio Válter, dando um soco na mesa.
 - Eu só...
 - EU O AVISEI! NÃO VOU TOLERAR A MENÇÃO DA SUA ANORMALIDADE DEBAIXO DO MEU TETO!
 Harry olhava do rosto purpúreo do tio paro o rosto pálido da tia, que tentava por Duda de pé.
 - Está bem - disse Harry -, esta bem...
Harry Potter e a câmara secreta

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

O mito de Drácula reinventado num brilhante romance sobre o mal, a loucura e o desejo

O conde Laszlo, jovem e aristocrático médico húngaro, estabeleceu-se em Paris, em meados do século 19. Seu objetivo era conhecer as extraordinárias pesquisas sobre hipnose e a histeria, que agitavam a comunidade científica européia.
A estada de Laszlo na França, porém, será muito mais que uma viagem de estudos: fascinado tanto com as descobertas da medicina quanto a permissividade dos costumes, o rapaz mergulha num universo de loucura, dando vazão a impulsos até então desconhecidos. Aqui estão os seus diários: mostram um homem atormentado, que, ao penetrar nos labirintos da mente humana, descobre o lado mais obscuro de seu próprio ser.
Um lado que, uma vez libertado, provocará uma trilha de sangue, violência e morte...

-A vida secreta de Laszlo, Conde Drácula

domingo, 11 de março de 2012

Tudo o que ouvia, porém - tudo o que me permitia ouvir - ,era o pulsar do sangue na minha cabeça. Tudo que via era a pipa azul. O único cheiro que sentia era o da vitória. Salvação. Redenção. Se baba estivesse enganado, e existisse mesmo um Deus, como me diziam no colégio, então Ele ia deixar que eu vencesse. Não sabia com que objetivo o outro garoto estava competindo, talvez só para exibir os seus dotes. Mas, para mim, aquela era a única chance de me tornar alguém que era olhado, e não apenas visto; que era escutado, e não apenas ouvido. Se existia mesmo um Deus, Ele ia guiar o vento, deixar que soprasse para mim, e assim, com um puxão na corda, eu ia me livrar da minha dor, dos meus anseios. Tinha aguentado muito, chegado longe demais. E, de repente, em um piscar de olhos, a esperança virou certeza. Eu ia ganhar. Era só uma questão de tempo.
O caçador de pipas.